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ATVIDADE FÍSICA EM JEJUM
É muito comum encontrarmos indivíduos habituados a se exercitarem em jejum, porém ales não sabem o risco que correm. Quando isto ocorre, uma série de alterações no nosso organismo é feita para suprir a escassez de energia, levando a um maior desgaste do mesmo. O cérebro é um órgão extremamente ativo, responsável por quase 15% de nosso gasto energético de repouso, em torno de 7,5 vezes mais que os outros tecidos. Em condições normais, esta demanda energética é suprida pela glicose sangüínea, e supõe-se que o jejum possa afetar negativamente o metabolismo cerebral. Em condições normais os níveis sangüíneos de glicose ficam em torno de 80-90 mg/dl. Quando permanecemos em jejum, inicia-se a queima de carboidratos do fígado e, em seguida, das proteínas, ambas utilizadas para produzir energia. Após esta fase, finalmente utiliza-se mais gordura. Se o jejum prosseguir por muito tempo, intensifica-se novamente a queima protéica, desta vez de forma mais acentuada e danosa. Os sintomas de hipoglicemia então podem aparecer, levando a tonteiras, náuseas e até desmaios. Além dos perigos envolvidos nos desmaios, há um muito mais grave: danos neurais permanentes. Isto significa que se a adaptação não for rápida e eficientemente, seu cérebro pode ser gravemente lesado. Neste estágio, a glicemia pode chegar a 25 - 50 mg/dl. A escassez de carboidratos no organismo devido a jejuns prolongados, leva à sensação de cansaço, e por faltar a energia necessária para o corpo movimentar-se, você acaba executando os exercícios com menor força e tendo resultados mais insatisfatórios. Não se deve praticar exercícios em jejum, por mais que se alegue uma maior queima de gordura durante e alguns minutos após o treino, pois estes números são inexpressivos quando expostos em termos absolutos, ou seja, não são suficientes para aumentar esta queima. Diante da escassez de alimentos o corpo pode entrar em um estado de "racionamento de energia" diminuindo o gasto energético. Portanto, ao invés de ajudar a emagrecer, de uma forma geral, o jejum durante a atividade só provoca riscos à saúde, sem trazer benefícios em relação à perda de peso. Pessoas costumam emagrecer ao exercitarem-se em jejum porque, por bem ou por mal, esta prática reduz o consumo calórico diário, pois passam obrigatoriamente de 8 a 12 horas sem comer, além de terem uma boa dose de determinação e disciplina, o que pode estimular a dieta e os treinos. A última refeição antes da atividade deve ser feita cerca de 1 hora antes, e rica em carboidratos complexos (energia duradoura para ser gasta na atividade): cereais integrais (pão, macarrão, cereais matinais...), legumes, frutas, etc.